quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

No lucro: com quatro volantes, Fla sai na frente, mas empata com Lanús (Postado por Erick OLiveira)

O estilo era conhecido. O torcedor rubro-negro com a memória em dia deve ter se lembrado da formação tática do Flamengo de 2007. Para aproveitar os avanços dos laterais Léo Moura e Juan, Joel Santana montava o meio-campo com quatro volantes. Cinco anos depois, o treinador repetiu a opção na Argentina. Desta vez, com Léo e Junior Cesar. Nesta quarta-feira, no estádio Ciudad de Lanús, conhecido como La Fortaleza, Joel construiu seu próprio muro e segurou o Lanús. Ou quase. O time dele poderia até ter vencido pelo que fez nos últimos dez minutos, mas falhou nas finalizações. Na estreia no Grupo 2 da Libertadores, o Rubro-Negro fechou a porta, saiu na frente, mas permitiu o empate: um justo 1 a 1. Léo Moura, destaque do time neste início de temporada, abriu o placar no fim da primeira etapa. No segundo tempo, Carranza, que acabara de entrar, empatou.
Com o resultado, as equipes ficam empatadas na segunda posição, com um ponto cada. O Emelec-EQU, que derrotou o Olimpia na sexta-feira passada, tem três e lidera. Os paraguaios estão na lanterna, ainda sem pontuar.
Na segunda rodada, o Lanús visita o Olimpia, na próxima quinta-feira, no estádio Defensores del Chaco. O Flamengo joga no dia 8 de março, no Engenhão, contra o Emelec.

A partir desta quinta-feira, o Flamengo volta a pensar no Campeonato Carioca. No sábado, decide a vaga na semifinal da Taça Guanabara contra o Resende, em Volta Redonda, às 16h20m (de Brasília). Precisa vencer para não depender do resultado do Botafogo, que enfrenta o Macaé no mesmo horário.
Flamengo joga mal, mas acha o gol
Flamengo é Flamengo. Na véspera da partida, Joel Santana usou a frase de Ronaldinho para dizer aos jornalistas argentinos que o time dele jogaria contra o Lanús para vencer, mesmo fora de casa. Só que o Flamengo de Joel jogou com quatro volantes no meio-campo, não teve rumo e careceu de criatividade. Saída de bola? Não existiu. Sem Vagner Love, suspenso, o treinador tinha a opção de lançar Bottinelli no meio-campo, mas deixou o argentino no banco. Luiz Antonio, até então titular, foi barrado.
A formação com Airton, Maldonado, Willians e Renato teoricamente deveria permitir os avanços de Léo Moura e Junior Cesar pelas laterais, mas sempre que um deles partia ao ataque era um Deus-nos-acuda na defesa rubro-negra. Sem cobertura, ambos se viram travados pelo ataque veloz e consistente do Lanús, que rondava a área de Felipe com frequência. Simplesmente não havia ligação entre meio-campo e ataque. Os chutões de David Braz e Welinton não davam em nada, e Deivid e Ronaldinho foram peças nulas a maior parte do tempo no gramado de La Fortaleza.
Pavone, Pavone, Pavone. O camisa 9 granate é o dono do time. O jogo argentino acaba sempre nele. O centroavante é finalizador, mas também tem velocidade. Em chute de longe, Felipe teve de se esticar todo para espalmar. E ainda tinha Neira e Valeri. Aos seis minutos, Valeri cruzou para a área, Renato e Deivid furaram, e Balbi ficou com a sobra na segunda trave. O chute forte parou no pé esquerdo do goleiro.
Apagado, Ronaldinho pouco apareceu e quase não encontrou a bola. Uma cobrança de falta na barreira foi o máximo. Pouco para o homem que Mano Menezes tem como pilar da Seleção Brasileira. Renato, em cobrança de muito longe, e Deivid, em chute da entrada da área, conseguiram levar algum perigo ao goleiro Marchesin. Ambos erraram o alvo.
Além de qualidade, faltou cuidado aos rubro-negros. Aos 20, Welinton tentou desarmar Pavone na área e solou o argentino. O árbitro marcou jogada perigosa. Em cobrança ensaiada, Araujo rolou para a marca do pênalti, Neira, sem marcação, bateu de primeira, e a bola explodiu no travessão de Felipe.
A parte final do primeiro tempo até apresentava equilíbrio na posse de bola, mas, enquanto o Flamengo tocava para os lados e abusava dos erros de passe, o Lanús jogava de forma aguda. Só que uma diferença importante pesou no resultado do primeiro tempo: o Rubro-Negro soube aproveitar o único erro dos argentinos. Aos 45, após longa troca de passes, a jogada foi de lateral para lateral: Junior Cesar cruzou rasteiro da esquerda, dois defensores enrolados deixaram a bola passar, e Léo Moura, livre, completou de pé direito na segunda trave: 1 a 0. Segundo gol dele nesta edição da Libertadores. Léo começa a temporada como destaque da equipe.

Antes de partirem para o vestiário, Felipe e Ronaldinho foram até o árbitro Roberto Silvera. Com um corte no rosto, o goleiro reclamou que torcedores do Lanús atiraram um isqueiro sobre ele.

La Fortaleza rubro-negra não suporta pressão

Lanús no ataque, Flamengo na defesa. O segundo tempo foi uma reedição do primeiro. O domínio argentino continuava, mas a retranca de Joel suportava bem. Em muitos momentos, o Rubro-Negro mantinha todos os jogadores dentro do próprio campo. Pavone, principal jogador granate, saiu mais da área e arriscou algumas jogadas individuais, mas sem sucesso. Tentou também um chute de longe que saiu sem direção. O técnico Gabriel Schurrer decidiu mudar. Lançou o atacante Romero no lugar do meia Neira.
O Flamengo passou a ter mais posse de bola a partir dos 20 minutos, mas errava na troca de passes. Além de jogar mal, Ronaldinho foi desatento. Numa inversão de bola da direita para a esquerda, armou um contra-ataque que deixou a defesa em apuros. O camisa 10, nada produtivo, quase criou um problemão. Joel decidiu mudar, aos 27. Airton saiu machucado para a entrada de Darío Bottinelli. Um minuto depois, Pereyra saiu no Lanús para a entrada de Carranza. A troca de Gabriel Schurrer funcionou de cara. Aos 29, em jogada de raça, os argentinos ganharam duas divididas pelo lado direito e chegaram à área brasileira. Pavone recebeu de costas para o gol, ajeitou com um toque, e Carranza fuzilou Felipe de esquerda para empatar: 1 a 1.
A igualdade deixou o jogo aberto. Com um volante a menos, o Flamengo passou a atacar mais e com qualidade, cresceu na saída de bola e até conseguiu envolver o adversário. Em cinco minutos, Bottinelli e Deivid tiveram boas chances. O argentino chutou duas vezes: isolou na primeira, livre na área, e parou em Marchesin na segunda. Deivid tentou de longe, e o goleiro novamente espalmou. Se Joel tivesse ousado um pouco mais, a estreia rubro-negra poderia ter sido com vitória. No balanço dos dois tempos, um resultado justo.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Vasco sucumbe ao nervosismo e é derrotado pelo Nacional-URU (Postado por Erick OLiveira)

De um lado, uma equipe que marcava sua volta à Taça Libertadores após 11 anos. Do outro, o time que disputava sua partida de número 326 na competição – o recordista do torneio –, dono de três títulos e que compete pela 16ª vez consecutiva (39 vezes no total). Mesmo atuando em São Januário, o Nacional de Montevidéu fez valer sua tradição copeira para  chegar à merecida vitória por 2 a 1 sobre um nervoso Vasco, em partida realizada na noite desta quarta-feira, em São Januário, pela primeira rodada do Grupo 5. O público pagante foi de 13.920 (16.838 presentes)
O Vasco terá de esperar quase um mês para buscar a reação no torneio sul-americano. No dia 6 de março o time joga novamente em casa, desta vez contra o Alianza Lima, do Peru. Já o Nacional retorna a campo no dia 16 deste mês, quando recebe o Libertad, do Paraguai. O próximo compromisso do time cruz-maltino será neste domingo, contra o Fluminense, no Engenhão, pela quinta rodada da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca.
Início nervoso
Quando a bola rolou, a ansiedade se manifestou na forma de nervosismo. Perdido em campo, o Vasco apenas olhava o Nacional tocar a bola e chegar ao ataque com relativa facilidade. O time brasileiro se mostrava perdido na marcação e deixava pelo menos um adversário livre para receber a bola. Mas, por sorte, os uruguaios falharam nas tentativas a gol e, aos poucos, a equipe da casa equilibrou a partida.
Mas o clima de apreensão começava a tomar conta de São Januário. A torcida, até então e
mpolgada, se calou. Até que o Vasco acertou sua marcação e teve sucesso chegando ao ataque pelas laterais. Passou a pressionar o Nacional, mas pouco arriscava ao gol. O primeiro chute saiu apenas aos 22 minutos, quando Diego Souza finalizou por cima da baliza de Burián uma bola trabalhada em velocidade com a participação de Thiago Feltri, Felipe e Alecsandro. Escalados para dar qualidade ao passe, Felipe e Juninho não estiveram bem no primeiro tempo. Os veteranos claramente não acompanhavam o ritmo da partida. O camisa 6 tentava alguns dribles, mas reclamava muito da forte marcação adversária. O camisa 8 pouco se apresentava para receber a bola e, assim, não conseguia distribuir jogadas, como era o esperado.
A pressão do Vasco durou pouco tempo. Sem se abalar com a momentânea inferioridade, o Nacional esperou o momento certo para investir novamente no ataque. Calzada e Viudez se aproveitavam da inexperiência de Max e incomodavam pelo lado esquerdo. Depois de duas claras chances de gol perdidas em ocasiões em que a marcação vascaína se desencontrou, o time uruguaio abriu o placar aos 29 minutos. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Scotti apareceu no primeiro pau para concluir, mas foi Dedé que acabou por desviar a bola, que passou longe do alcance do goleiro Fernando Prass e entrou.
O Vasco sentiu o golpe e, nervoso, passou a errar muitos passes. O Nacional se segurava valorizando a posse de bola e usando a velha catimba. Diego Souza, em grande jogada  individual, sofreu falta dura na entrada da grande área, aos 45 minutos. Especialista, Juninho cobrou mal, e Burián não teve problemas em defender.
Gol logo após o intervalo
O Vasco voltou para o segundo tempo com Fellipe Bastos improvisado no lugar de Max, mas, de imediato, as coisas ficaram ainda mais difíceis. Logo a um minuto, Rodolfo errou a saída de bola e proporcionou um ataque para o Nacional. Viudez avançou pelo lado direito e cruzou para Vicente Sánchez. Livre, o atacante cabeceou de peixinho e ampliou para o Nacional: 2 a 0.
O alugado placar eletrônico de São Januário estampava o bordão “O Vasco é o time da virada”. Mas o que se via em campo eram jogadores apáticos, que apenas observavam a movimentação adversária. Aos cinco, Sanchez perdeu um gol incrível para o Nacional, chutando para fora depois de driblar Fernando Prass.
Sem apresentar reação, o Vasco não conseguia se articular para criar uma jogada de ataque consistente. Aos 15, o técnico Cristóvão Borges promoveu a estreia de Carlos Tenorio, que substituiu Felipe. O equatoriano mostrou muita disposição e procurou se movimentar, mas não vencia a marcação adversária. O Nacional se fechava atrás e encontrava muitos espaços para contra-atacar, aproveitando-se das subidas desorganizadas de seu adversário.
Alecsandro diminui
À medida que entendeu que precisava apostar na qualidade dos passes para levar perigo ao Nacional, o Vasco passou a chegar à frente com mais consistência. Assim diminuiu a desigualdade, aos 28 minutos. Diego Souza deu bom passe para Juninho, que recebeu pelo lado direito e cruzou rasteiro. Alecsandro apareceu e concluiu para a rede: 1 a 2.
Quando poderia manter a pegada e buscar ao menos o empate, o Vasco não conseguiu dar prosseguimento às jogadas. Já com o experiente Recoba em campo, o Nacional tocava a bola com toda a calma do mundo até encontrar brechas para finalizar. Na arquibancada, a torcida mostrava apreensão e se irritava. Sobrou para Rodolfo, para Fellipe Bastos e até para o técnico Cristóvão Borges, que chegou a ser chamado de burro.
Aos 45 minutos, Juninho cobrou falta na área, e Tenorio subiu para cabecear. A bola entrou, mas o assistente marcou, corretamente, impedimento do equatoriano. Após reclamar no banco de reservas, o zagueiro Renato Silva foi expulso. E foi assim, fazendo valer sua experiência na Libertadores e se aproveitando do nervosismo do Vasco, que o Nacional se segurou e garantiu a vitória em São Januário.

sábado, 4 de fevereiro de 2012


Jovens gays são foco 

de campanha contra a 

Aids no Carnaval
03 de fevereiro de 2012 • 17h59 • atualizado às 18h05

Fotos


Número de casos de Aids entre jovens gays de 15 a 24 anos cresceu 10% em 12 anos. Foto: Divulgação
Número de casos de Aids entre jovens gays de 15 a 24 anos cresceu 10% em 12 anos
Foto: Divulgação


O foco da campanha de prevenção à Aids do Ministério da Saúde neste Carnaval serão os jovens gays de 15 a 24 anos. O ministério divulgou na última quinta-feira (2) as imagens da campanha que será divulgada em todo o País.
O foco da campanha é motivado pelos números do boletim da Aids divulgado em dezembro. De acordo com o ministério, o número de casos de Aids entre jovens heterossexuais com idade entre 15 e 24 anos caiu 20,1% entre 1998 e 2010. Mas, entre os jovens homossexuais da mesma idade, o número de casos subiu cerca de 10%.
Além do jovem homossexual, a campanha também terá cartazes voltado para o público travesti. Este será o primeiro ano que o público será alvo de uma campanha de conscientização. Para o minsitro Alexandre Padilha, o momento do Carnaval é oportuno. "Vamos chamar a atenção para a saúde em situações e momentos específicos nessa grande festa", disse.
A campanha abordará o conceito de que, durante a folia, tudo pode acontecer e que é preciso estar prevenido. As imagens que representam situações de envolvimento entre casais heterossexuais, homossexuais e travestis durante o Carnaval já estão sendo veiculadas. Após a festa, outra campanha, focada na realização de testes de diagnóstico, será transmitida nos canais de TV, rádio, internet e outdoors.
Nas cidades com as principais festas de Carnaval do País, o Ministério também realizará campanhas específicas. Em Salvador, Recife e Olinda, por exemplo, um estande realizará testes rápidos de HIV gratuitamente para os foliões.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


Cristo mendigo da Beija-Flor ganhará rosto

 de Joãosinho Trinta

Carnavalesco maranhense será homenageado no enredo

O Cristo mendigo, que deu o que falar no desfile da Beija-Flor em 1989, voltará a chamar atenção na Marquês de Sapucaí. Mas, desta vez, a alegoria fará parte de um tributo ao seu criador Joãosinho Trinta, morto em dezembro do ano passado. A grande novidade é que a escultura, que há 23 anos entrou coberta por um plástico preto, será revelada na avenida. Nos bastidores da azul e branco, a informação é de que a nova réplica do Cristo Redentor terá o rosto do carnavalesco maranhense.
De olho no bicampeonato, a Beija-Flor vai contar a história dos 400 anos da cidade de São Luís, terra natal de Joãosinho Trinta.
Joãosinho, que já tinha confirmado presença no desfile da Beija-Flor, viria no último carro sentado em um trono dentro de uma coroa. Fran-Sergio diz que, após a morte do carnavalesco, a escola decidiu acoplar o Cristo mendigo à alegoria que vai fechar a apresentação da azul e branco no domingo de Carnaval.

Fonte:R7

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sheik garante ao Timão vitória sobre o Linense e os 100% no Paulistão (Postado por Erick Oliveira)

Uma vitória com a assinatura de Sheik. Na tarde deste domingo, no Pacaembu, o Corinthians não apresentou um futebol vistoso. Longe disso. Mas graças a um dos seus jogadores mais voluntariosos, superou o Linense. Com um gol de Emerson, aos 34 minutos do segundo tempo, o Timão venceu por 1 a 0, pela terceira rodada do Paulistão. O time do interior não fez feio. Chegou até a marcar, com Fabão, de cabeça, mas o gol foi mal anulado - a arbitragem marcou falta inexistente do zagueiro.

Dessa maneira, a equipe do técnico Tite mantém 100% de aproveitamento. Com nove pontos em três jogos, o Corinthians segue entre os líderes. Antes de bater o time de Lins, o Alvinegro já tinha passado por Mirassol e Guaratinguetá. Mas em nenhum dos jogos foi o Timão campeão brasileiro de 2011. O Linense, por sua vez, conheceu sua primeira derrota no estadual. Depois de vencer o Comercial e empatar com o São Caetano, a equipe do técnico Pintado sucumbiu à força de um grande da capital.
Estiveram presentes no Pacaembu 15.105 pagantes. E a renda do jogo foi de R$ 461.185,50.

Na próxima rodada, o Corinthians visita o Ituano, em Itu, na quarta-feira, às 22h (horário de Brasília). O Linense, por sua vez, joga quinta-feira, às 21h50m (Brasília), contra a Ponte Preta, em Campinas.

Linense prejudicado
A velocidade imposta pelo Corinthians no início da partida deu a falsa impressão de que os donos da casa colocariam o Linense na roda. Orquestrado por Alex e, em especial, por Danilo, o Timão teve bom volume de jogo nos primeiros 15 minutos. Chegou com perigo em jogadas de Alex, Danilo, Emerson e Paulinho.

Com o passar do tempo, porém, o Timão diminuiu o ímpeto ofensivo e o jogo ficou morno. Também por culpa do Linense, que pouco fez para assustar o adversário. O time do interior paulista ainda perdeu Lenílson, sua principal referência. Ele deixou o gramado aos 26 minutos, machucado. Foi substituído por João Henrique.

Atrapalhado pela forte marcação do Corinthians, o Linense só conseguiu chegar com perigo aos 30 minutos, em chute de Chimba. E logo depois, aos 37, teve um gol anulado. Fabão, de 2,04m, subiu e fez de cabeça, ganhando de Danilo na disputa. O árbitro, no entanto, marcou falta de ataque do zagueiro, que se aproveitou de sua altura mas não fez carga no meia corintiano. Um gol normal, que acabou sendo invalidado equivocadamente.

Depois disso, o Timão voltou a acelerar o ritmo do jogo. E novamente apostou em Danilo para organizar as jogadas. Alex teve chance, o próprio Danilo também, assim como Liedson e Emerson Sheik. Só que a falta de precisão nas finalizações impediu o atual campeão nacional de abrir o marcador.

Impaciente, os jogadores alvinegros começaram a errar muitos passes e não conseguiram furar a retranca do adversário do interior. Assim, o primeiro tempo teve um Timão dominante, mas nada eficiente. E um Linense recuado, apostando nos contra-ataques e nas bolas aéreas, com o seu “gigante” Fabão.

‘Sim’ na arquibancada; Sheik no campo
Se o primeiro tempo foi morno, o intervalo ferveu com um pedido de casamento. A noiva Carol usou o sistema de som do Pacaembu para fazer a pergunta a Anderson: “Quer casar comigo?”. Depois de uns cinco minutos, o “sim” foi anunciado no estádio.

As duas equipes retornaram para o segundo tempo sem alterações. O Corinthians, com toque de bola, tentava se aproximar da área adversária, enquanto o Linense se arriscava pelas pontas e com chutes cruzados. Embora a partida estivesse mais equilibrada, o Timão demonstrava mais técnica.

E começou a exercer maior pressão a partir dos 15 minutos. O problema, porém, continuava sendo a falta de pontaria. Na tentativa de dar maior profundidade às jogadas de ataque, Tite resolveu colocar Jorge Henrique no lugar de Danilo, aos 18 minutos.

Não foi Jorge Henrique, porém, quem criou a primeira chance de perigo do segundo tempo. Coube a Fábio Santos quebrar a monotonia. Aos 24 minutos, o lateral-esquerdo deu ótimo passe para Sheik driblar o goleiro e bater na rede pelo lado de fora. Superior em campo, o Timão via seus jogadores abusarem da individualidade.

Sorte do Linense, que quase surpreendeu aos 29 minutos. Makelele bateu por cobertura, na saída de Julio Cesar, e viu Leandro Castán salvar em cima da linha. Foi apenas um lampejo dos visiantes. Prevaleceu, a técnica corintiana, que marcou o gol da vitória aos 34 minutos, em chute cruzado de Emerson Sheik. A bola veio da esquerda e o atacante, sem sequer ajeitar, surpreendeu com um tiro seco, de primeira e muito forte, quase sem ângulo.
Após o gol, o jogo diminuiu o ritmo. O Linense não teve força para reagir e o Timão só esperou o tempo passar para comemorar mais um triunfo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Campeã das campeãs: no jogo das faixas, Lusa bate Timão no Pacaembu (Postado por Erick Oliveira)

Depois da grande campanha na Série B, a Portuguesa começa 2012 mostrando que a boa fase do ano passado não acabou. No jogo da entrega das faixas aos campeões das duas principais divisões do Campeonato Brasileiro, a Lusa venceu o Corinthians por 1 a 0, nesta quarta-feira, no Pacaembu, no último jogo antes do início do Paulistão.

No primeiro tempo, com os jogadores considerados titulares em campo, as equipes empataram por 0 a 0. Já na etapa final, com 11 alterações de cada lado, o clube do Canindé levou a melhor. Rafael Oliveira marcou aproveitando falha de marcação da defesa adversária.
Esta é a segunda vez que os reservas do Corinthians deixam o rendimento da equipe cair em comparação com os titulares. No último domingo, depois de os principais jogadores abrirem 2 a 0 sobre o Flamengo, em Londrina, os suplentes permitiram o empate por 2 a 2.
Antes da partida, o Corinthians prestou uma outra homenagem a Sócrates, que faleceu no dia 4 de dezembro, vítima de um choque séptico. Nas arquibancadas, o tributo se confundiu que a irritação da torcida alvinegra. Boa parte dos torcedores presentes pediu a saída do atacante Adriano, envolvido em mais uma polêmica após faltar ao treino de terça-feira.
Timão e Lusa estreiam no Campeonato Paulista, sábado, às 17h. O Alvinegro recebe o Mirassol, no Pacaembu, enquanto a Rubro-Verde pega o Paulista, no Canindé.

Lusa joga melhor no primeiro tempo
O Corinthians encontrou pela frente um adversário bem mais interessado que o Flamengo, rival do último domingo. Apesar do clima de festa e da chuva que caiu sobre São Paulo durante todo o dia, a Portuguesa encarou o amistoso com seriedade e deu trabalho. O Timão, agora testando três atacantes em vez do esquema com dois meias, mostrou deficiências nessa nova formação.
Emerson foi quem mais apareceu, aberto pelo lado esquerdo. Sheik brigou, cometeu faltas até violentas, mas chamou o jogo. Foram dois perigosos chutes de longa distância. O estreante Elton, mesmo com dificuldades entre os zagueiros, mostrou que pode ser útil ao fazer o pivô. Após um deles, Danilo quase marcou de cabeça.
Com apenas um meia, o Timão deu espaços para a Portuguesa abusar dos contra-ataques. A defesa também assustou com seguidas falhas de posicionamento. Por três vezes a Lusa perdeu grandes chances ao ficar cara a cara com Julio Cesar. Na segunda, o clube do Canindé reclamou de pênalti quando o goleiro derrubou Rodriguinho bem perto da área – o árbitro deu apenas falta.
No segundo tempo, os treinadores colocaram em campo todos os reservas. O Corinthians continuou com mais iniciativa, mas foi a Portuguesa que voltou a desperdiçar mais uma grande oportunidade. Em corte mal feito após cobrança de escanteio, o zagueiro Gustavo desviou no susto rente à trave.
As falhas da defesa do Corinthians no primeiro tempo continuaram no segundo. Desta vez, sem a salvação de Julio Cesar. Aos 29, Bruninho fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro. A bola passou por toda a área e sobrou para Rafael Oliveira desviar e colocar a Portuguesa em vantagem.
O Timão tentou responder imediatamente. Dois minutos depois Vitor Júnior acertou o travessão com um lindo chute de fora da área. A pressão continuou. Ramírez, aos 36, recebeu livre na área, mas errou o chute e Calaça defendeu com facilidade. Fim de jogo e festa lusitana no Pacaembu.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sob chuva, obra do Corinthians inicia o turno da madrugada em Itaquera (Postado por Erick Oliveira)

A obra do estádio do Corinthians, em Itaquera, ganhou mais um turno nesta segunda-feira. É a equipe da madrugada. Cerca de 100 funcionários vão trabalhar das 20h às 5h40m. Mas o primeiro dia do novo grupo começou debaixo de muita chuva, o que atrapalhou os passos iniciais dos trabalhadores.
- Pelo jeito vai ser um dia de administrar a obra. Quando chove nós paramos porque fica muito perigoso. Temos de esperar parar, tirar a água e depois continuar. Mas a obra está em um ritmo muito bom. Nossa ideia em dias de chuva é começar a dar treinamentos - explicou Frederico Barbosa, gerente operacional.
Assim como nos outros dois turnos (das 7h30m às 18h e das 13h às 23h20m), a noite dos 100 operários da madrugada começou com preleção. O mestre de obras e o coordenador falaram sobre segurança e passaram orientações do trabalho que seria iniciado. Mas logo de cara os trabalhadores se abrigaram da chuva.
Desses 100 operários que vão participar do turno da madrugada, 95% foram deslocados de outro turno e apenas 5% foram contratados. O prazo inicial para a entrega da obra continua sendo dezembro de 2013. O jogo de abertura da Copa do Mundo no estádio está marcado para o dia 12 de junho de 2014.
- Obra sem motivação não vai para frente. Por isso que o andamento está ótimo. Estão todos muito motivados. Até porque eles estão sendo reconhecidos pelo trabalho que têm feito. Há uma série de benefícios e todos recebem participação nos lucros da empresa - declarou o gerente operacional.